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Indústria Sul-Africana "Apela" e Convoca Imprensa Para Promover DVB-T

21 junho 2010 73 views 1 Comentário

Dois dos principais canais de TV da África do Sul, M-Net e E.Tv esquentaram ainda mais as discussões sobre a decisão do governo em voltar atrás da decisão de adoção do padrão europeu de TV Digital (DVB-T).

Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 08 de Junho, ambos disseram que se a decisão for favorável à adoção do padrão japonês, seria então “desastroso” para o país. Disseram ainda que a decisão de reabrir o debate foi uma “bobagem” e uma falta de “respeito” com os esforços feitos pela indústria de radiodifusores e com os “funcionários do governo anterior”, disse Marcel Goldin, diretor da E.Tv.

“Não estamos satisfeitos com isso, e nós não estamos felizes com a maneira como as coisas estão acontecendo. Todo esse processo, desde o início, foi de colaboração, informação, transparência e participação. Agora, de repente, é quase unilateral”.

A decisão do Ministério das Comunicações em considerar outros padrões além do DVB-T caiu como uma bomba em toda indústria de radiodifusão. A indústria é totalmente contra a mudança para o padrão japonês, que já foi adotado por 8 países ao redor do mundo, incluindo o Brasil, que aliás, juntamente com o Japão estão constantemente em missões na África mostrando as vantagens do ISDB-T.

“Não queremos levar a culpa por não termos alertado antes quando as coisas estiverem terrivelmente ruins. Estamos dizendo claramente que a forma como as coisas estão sendo levadas está errado e estamos dizendo isso agora, antes da coisa acontecer”. Disse Golding à imprensa.

A diretora da M-Net, Patricia Scholtemeyer, disse que o sucesso da migração digital na África do Sul está “pendurada em uma balança” e que a decisão do Ministério das Comunicações de rever o padrão é “uma grande preocupação para a indústria de radiodifusão e deve ser uma grande preocupação para todos telespectadores”.

Os executivos da M-Net e E.Tv usaram a coletiva para desmentirem uma série de “mitos” que eles disseram serem “perpetuados” pelos defensores do padrão ISDB-T com relação ao DVB-T.

“Tanto nós da M-Net quanto a E.Tv estamos completamente perdidos em relação ao porque do Ministério das Comunicações ainda considerar uma revisão, já que estamos quase lançando o sinal digital na África do Sul”, disse Karen Willenberg, diretora de assuntos legais da M-Net.

“As conseguências dessa drástica mudança em um estado avançado das coisas será muito severa para o país”, disse ela.

A executiva para assuntos legais da E.Tv, Lara Kantor, disse que o investimento no país em infraestrutura iria para o lixo. A estatal de transmissão Sentech provavelmente exigiria milhões dos contribuintes para mudar o padrão, disse ela.

Kantor advertiu que se a África do Sul mudar para o ISDB-T, ou outro padrão, a migração digital atrasaria em no mínimo 5 anos. “Isso colocaria em risco o apagão analógico previsto para 2015”, disse ela.

Nós estamos esperançosos que nossos conselhos serão ouvidos. Temos que nos concentrar em avançar neste processo e prepararmos para o lançamento comercial do sinal digital”, disse Kantor.

Dave Hagen, diretor da M-Net Broadcast Sevices, advertiu que a mudança para o ISDB-T  exigiria um adicional de 2,2 bilhões em subsídios para set-top-boxes para a classe baixa da população.

Nossa opinião

Em completo desespero a indústria de radiodifusão sul-africana tenta sua última cartada contra a “provável” escolha do governo pelo padrão nipo-brasileiro de transmissão digital. Influenciar a opinião pública contra a decisão do governo pode ser uma última chance. E isso já surtiu efeito. Resta saber se o governo cederá à choradeira da indústria ou se renderá à superioridade do ISDB-T.

No próximo post analisaremos a Apresentação feita pelos executivos da empresa na coletiva de imprensa.

Abraços !!

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